Santo Ambrósio ensinou que Maria é um espelho para cada um de nós, embora o
Verbo encarnado seja o único exemplo verdadeiro da Igreja e de cada um dos
cristãos. Mas, sendo Maria associada de modo especial ao
FILHO-DE-DEUS-FEITO-HOMEM e à sua obra da redenção, por isso mesmo ela participa
da qualidade exemplar de Cristo.
Sempre totalmente dependente de seu Filho Jesus, Maria reflete o brilho
divino como a lua reflete a luz do sol. Maria recebe em si e reflete para fora
de si os raios luminosos do exemplo de Cristo. Mas, juntamente com esse exemplo
próprio de Cristo, que ela reflete, brilha em Maria o exemplo sublime de suas
virtudes. E, assim, pode-se entender que ela seja venerada pelo Povo cristão
como Nossa Senhora das Graças, já que é A CHEIA DA GRAÇA (Lc 1, 28), que nos
veio de seu Filho cheio de graça e de verdade e de quem recebemos graça sobre
graça (Jo 1, 14-16). Certamente é teologicamente mais correto chamá-la de Nossa
Senhora DA GRAÇA.
O exemplo sublime das virtudes pessoais de Maria é um tema sobre o qual o
Papa Paulo VI insistiu. E é também um tema sublinhado pelo Concílio Vaticano II,
que ensina ser a santidade da Igreja imitação da santidade de Maria. Antes de
qualquer coisa, Maria é nosso exemplo na ordem da fé, da esperança e da
caridade, porque exemplo da perfeita unidade com Cristo (LG 63).
A insistência sobre Maria enquanto MULHER DE FÉ (Lc 1, 45) tem como objetivo
confirmar a condição de primeira resgatada por seu Filho. Na verdade, esta era
sua condição antes de sua assunção ao céu, quando ainda participava na terra da
situação de peregrina, na qual a fé, a esperança e a caridade caracterizam a
existência cristã.
Fonte: LUMEN GENTIUM, Capítulo 08 – Concílio Ecumênico Vaticano II
(1962-1965)
Mons. João Olímpio Castello Branco
SCE Setor Vale do Jaguaribe
REGIÃO CE II
SCE Setor Vale do Jaguaribe
REGIÃO CE II
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