"O consentimento pelo qual os esposos se entregam e se acolhem mutuamente é selado pelo próprio Deus. Quando os noivos se unem pelo Sacramento do matrimônio o seu amor "é assumido no amor divino".
Pelo Sacramento do Matrimônio, o Salvador vem assumir o nosso amor humano e permanecer conosco, concedendo-nos a força de segui-lo em todos os desafios que encontramos na nova vida que viveremos.
Quando os noivos descem do altar, eles vivem uma nova realidade de serem "um" diante de Deus. Há uma nova vida a ser construída, como num novo "nascimento".
Por sto é que, a fim de viver esta nova vida, eles precisam receber no altar as graças necessárias para amar-se com amor sobrenatural, aceitar e educar os filhos, levantar-se após as quedas, perdoar-se mutuamente, e ajudar carregar a Cruz um do outro, fortificando-se cada dia mais na unidade e na fidelidade, até o fim de suas vidas.
Cristo é a fonte destas grandes graças derramadas sobre aqueles que se casam "nele".
É nele que encontramos a maior graça que Deus nos concede neste Sacramento: a Graça de em meio a todas estas realidades, sermos santificados, ou seja, nos unirmos a Deus cada vez mais, para um dia, juntos, celebrarmos nossas núpcias com Ele, que é o Esposo definitivo de nossas almas.
"Nas alegrias de seu amor e de sua vida familiar, ele lhes dá, aqui na terra, um antegozo do festim das núpcias do Cordeiro"(Cat 1642).
O matrimônio, ao longo desta vida, vai nos fazendo crescer no amor esponsal a Jesus Cristo. Por isto, não se pode dizer que há oposição entre a fé e a vivência plena de todos os aspectos da vida matrimonial, inclusive a vivência da sexualidade.
Deus nunca nos "rouba" um do outro, mas ao contrário, nos oferece um ao outro numa união cada vez mais plena e feliz.
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